O AGENTICO
Buckmaster acusa OpenAI de roubar prova de Navier-Stokes
7 fontesdesde 08 de setembro de 20268 artigos
O matemático Tristan Buckmaster, da NYU, acusa a OpenAI de ter se apropriado de seu trabalho com Levent Alpöge sobre as equações de Navier-Stokes. Ele afirma que a empresa, após saber do progresso deles, usou sua vantagem computacional para produzir uma prova completa e tentou influenciar os créditos. A OpenAI nega as acusações e diz que chegou à prova de forma independente.



Resumo
Tristan Buckmaster acusa a OpenAI de tê-lo pressionado após ele e Levent Alpöge fazerem progresso nas equações de Navier-Stokes, incluindo a tentativa de remover Alpöge como coautor.
A acusação envolve apropriação de crédito e pressão indevida em pesquisa matemática.
Buckmaster afirma que Bubeck, da OpenAI, pediu que Alpöge fosse removido como coautor por trabalhar na Anthropic.
A disputa envolve conflito de interesses entre empresas de IA e ética na autoria científica.
A OpenAI afirma que desenvolveu uma prova das equações de Navier-Stokes usando modelos de IA, com custo de computação na casa dos milhões de dólares.
O feito mostraria o poder da IA para avançar a matemática, mas é contestado por acadêmicos.
A prova apresentada pela OpenAI foi formalizada em Lean, como indicou Sebastien Bubeck.
A formalização em Lean é um passo importante para garantir a validade da prova.
Buckmaster afirma ter sido ameaçado por Bubeck com a pergunta: 'Por que você arruinaria sua carreira?'.
A frase indica pressão direta sobre o pesquisador para ceder às exigências da OpenAI.
Buckmaster afirma que a OpenAI iniciou sua pesquisa sobre Navier-Stokes somente depois de receber informações sobre o progresso dele e de Alpöge, usando sua vantagem computacional para completar a prova.
A acusação central é que a OpenAI não teria chegado à prova sozinha, mas se aproveitou do trabalho não publicado dos matemáticos.
A OpenAI afirma ter provado que as equações de Navier-Stokes podem 'explodir', usando cerca de 10.000 agentes de IA coordenados por 88 horas.
A empresa detalha o esforço computacional massivo que diz ter empregado para resolver o problema.
A OpenAI, Bubeck e o CEO Sam Altman negam as acusações de Buckmaster; Bubeck publicou mensagens que, segundo ele, provam que ofereceu à equipe de Buckmaster a opção de publicar primeiro.
A empresa contra-ataca apresentando supostas provas de boa-fé, enquanto Buckmaster alega ter sido pressionado.
Buckmaster e Alpöge usaram modelos de IA, incluindo Claude da Anthropic e Codex da OpenAI, para fazer progressos nas equações de Navier-Stokes até meados de agosto.
O contexto do trabalho original dos matemáticos, que usaram ferramentas de IA de ambas as empresas rivais.
Buckmaster afirma que, após o anúncio da OpenAI, as respostas da empresa sobre quando começou a pesquisa e o quanto de input humano houve se tornaram evasivas.
A falta de transparência da OpenAI após o anúncio levanta suspeitas sobre a cronologia do trabalho.
Citações
“OpenAI noted that solving this problem required using considerably more compute than it had previously spent on solving mathematical problems. The amount of compute required cost “in the millions of dollars,” Mark Chen, head of research at OpenAI, said.”
— Mark Chen, head of research at OpenAI
“And on Sunday morning we had the final solution, Lean-formalized, and everything.”
— Sebastien Bubeck, matemático e pesquisador de IA da OpenAI
“It emerged that an entire team had been working on the problem,” Buckmaster says,” and that an insane amount of compute had been used…. Eventually, it was agreed that [the first prompt] had been sent in the past few days, after information about our work had reached OpenAI.”
— Tristan Buckmaster, Professor de matemática na NYU
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