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Eslováquia descobre backdoors russos em câmeras de trânsito financiadas pela UE
2 fontesdesde 21 de agosto de 20262 artigos
A Autoridade Nacional de Segurança da Eslováquia (NBÚ) emitiu um alerta sobre câmeras de velocidade NERO R-ONE, classificando-as como uma ameaça cibernética significativa. As 279 câmeras, compradas com parte de um orçamento de €30 milhões da UE, apresentam backdoors russos ativados por SMS e acesso sem senha a vídeo ao vivo, e foram desativadas.


Resumo
As câmeras foram adquiridas por meio de uma empresa de fachada em Chipre, com certificações falsas.
O esquema de compra sugere tentativa de lavagem de origem e possível violação de sanções internacionais.
A Autoridade Nacional de Segurança da Eslováquia (NBÚ) emitiu um alerta sobre câmeras de velocidade, classificando-as como uma ameaça cibernética significativa.
O alerta oficial é o que confirma o risco dos equipamentos e orienta a resposta das instituições eslovacas.
As 279 câmeras de trânsito NERO R-ONE apresentam backdoors russos ativados por SMS e permitem acesso ao vídeo ao vivo sem senha por qualquer pessoa com o IP do dispositivo.
Essas vulnerabilidades permitem acesso remoto não autenticado e envio de comandos por SMS, expondo a infraestrutura de trânsito a ataques.
As fontes divergem sobre o fabricante das câmeras: um artigo afirma que os NERO R-ONE são modelos russos CORDON PRO.M produzidos pela Semicon, de São Petersburgo; outro identifica a fabricante russa como Simicon.
A origem russa do hardware é central para o alerta de segurança, e a divergência de grafia entre as coberturas mostra que o fabricante exato ainda não está estabelecido de forma uniforme.
O NBÚ encontrou divergências entre as configurações documentadas e as reais, incerteza sobre a origem do hardware e software, software que não correspondia à versão declarada e proteções de segurança fracas.
As falhas estruturais vão além de um problema de configuração e indicam risco sistêmico para a rede onde as câmeras estão conectadas.
As 279 câmeras NERO R-ONE foram compradas com parte do orçamento de €30 milhões da modernização financiada pela UE, e o sistema agora está desativado.
Mostra o impacto financeiro e operacional do incidente, com um sistema caro e inutilizado.
As câmeras foram provavelmente adquiridas via uma empresa de fachada em Chipre, com certificações falsas, e a pressão da oposição política levou a investigações do NBÚ.
Detalha o caminho opaco da aquisição e o papel político nas investigações.
O alerta do NBÚ foi emitido a pedido do Ministério do Interior da Eslováquia, baseado em análise de uma amostra das câmeras NERO R-ONE.
Contextualiza a origem do alerta oficial e o escopo da investigação.
A NBÚ identificou riscos de segurança nas câmeras, incluindo a verdadeira origem do hardware e software, inconsistência entre a configuração documentada e a detectada, e proteções de segurança fracas.
O alerta oficial detalha as vulnerabilidades específicas encontradas na análise das câmeras.
O governo eslovaco, liderado por Robert Fico, negou inicialmente que as câmeras fossem de origem russa e rejeitou preocupações de segurança.
A resposta do governo contrasta com o alerta da autoridade de segurança, indicando divergência entre as partes.
Citações
“The National Security Authority warns of a significant cyber threat associated with the use of several types of road speed cameras.”
— Autoridade Nacional de Segurança da Eslováquia (NBÚ), autoridade nacional de segurança
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