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Meta enfrenta julgamento nos EUA por gerar dependência em menores
3 fontesdesde 12 de agosto de 20264 artigos
Um grupo de procuradores-gerais dos Estados Unidos iniciou um processo contra a Meta, dona do Instagram e do Facebook, acusando a empresa de projetar suas plataformas para causar dependência em crianças e adolescentes. O julgamento ocorre em tribunal federal em Oakland, com possível penalidade de até US$ 1,4 trilhão. As audiências começam em 18 de agosto e devem durar seis semanas.



Resumo
Procuradores-gerais de vários estados dos EUA acusam a Meta de projetar deliberadamente Instagram e Facebook para gerar dependência em menores.
Este é o argumento central do processo, que busca responsabilizar a empresa por danos à saúde mental de jovens.
O julgamento começou com a seleção do júri no Tribunal Federal de Oakland, Califórnia, com audiências previstas para 18 de agosto e duração de seis semanas.
O calendário processual é essencial para o andamento do caso e possíveis impactos na empresa.
Os procuradores-gerais da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey representam os estados no julgamento e pedem sanções que podem chegar a US$ 1,4 trilhão.
O valor das sanções é quase equivalente ao valor de mercado da Meta, o que poderia representar uma ameaça existencial.
O fundador e CEO da Meta, Mark Zuckerberg, está entre as principais testemunhas que a acusação pretende chamar para depor.
O depoimento de Zuckerberg pode trazer detalhes internos sobre o design das plataformas e a intenção da empresa.
O julgamento também abordará acusações de que a Meta coletou e utilizou indevidamente dados pessoais de crianças, violando a legislação federal.
Essa alegação amplia o escopo do caso para além do vício, incluindo privacidade de dados de menores.
Especialistas comparam o caso à ação contra a indústria do tabaco nos anos 1990, que resultou em pagamentos recordes e restrições de publicidade.
A analogia sugere que o resultado pode implicar mudanças profundas no funcionamento das redes sociais nos EUA.
Citações
“Este caso "se parece muito com o da indústria do tabaco nos anos 1990", explicou à AFP Vincent Joralemon, jurista do centro de direito e tecnologia da Universidade da Califórnia em Berkeley.”
— Vincent Joralemon, jurista da Universidade da Califórnia em Berkeley
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