Micro Center exige documento e declaração anti-exportação para vender RTX 5090

02 de outubro de 2026 · 2 fontes independentes

A Micro Center agora exige que compradores da RTX 5090 assinem uma declaração formal de que não vão exportar a GPU, apresentando documento de identidade com foto.

A medida cria uma burocracia inédita para a compra de uma placa de vídeo, indicando preocupação com o controle de exportação de produtos de alto desempenho.

Um cliente que comprou uma RTX 5090 na loja de Tustin, na Califórnia, foi obrigado a assinar um formulário chamado 'Advanced Computing Product Purchaser Declaration' antes de concluir a compra.

O relato detalhado mostra como a nova política está sendo aplicada na prática, com um formulário específico para produtos de computação avançada.

O formulário exige que o comprador informe nome completo, endereço, documento de identidade emitido pelo governo, telefone, e-mail, usuário final real e o local onde o produto será instalado.

A lista de dados exigidos mostra o nível de controle que a loja passa a ter sobre cada venda da placa, semelhante a uma verificação de compliance.

A declaração assinada afirma que a Micro Center não venderá o produto para quem pretender exportá-lo, revendê-lo ou transferi-lo para fora dos Estados Unidos, sem exceções.

A cláusula é uma tentativa explícita de impedir o desvio do produto para outros países, possivelmente ligada a regras de controle de exportação de tecnologia.

A política é nova e teria começado nesta semana, mas a Micro Center não explicou o motivo da mudança; outras varejistas nos EUA, como a Central Computers, já adotam prática semelhante.

A falta de explicação oficial e a adoção por outras redes sugerem uma tendência no varejo americano para controlar a venda de GPUs de alto desempenho.

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