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Meta fecha acordo de US$ 18 bilhões com 47 estados dos EUA
7 fontesdesde 25 de agosto de 202612 artigos
A Meta concordou em pagar até US$ 18 bilhões e implementar novas proteções para usuários menores de 18 anos no Instagram e Facebook, como parte de um acordo para encerrar um processo movido por 47 estados dos EUA. O acordo inclui limites diários de uso, bloqueio noturno e novas opções de controle parental.



Resumo
Analistas apontam que as medidas acordadas nos EUA são, em grande parte, semelhantes a mudanças que a Meta já foi obrigada a implementar em outras jurisdições, como a União Europeia.
A semelhança com regulações anteriores sugere que o acordo pode ter impacto limitado em inovação, mas reforça a tendência global de regulamentação.
Documentos internos mostram que a função 'Take a Break' teve adesão de 1,8% e o modo silencioso de notificações foi ativado por 8,7% dos usuários.
Os números baixos de adoção reforçam a acusação de que as ferramentas de segurança eram ineficazes.
Francesco Fogu admitiu que a Meta sabia que as taxas de adoção das ferramentas seriam menores se não fossem ativadas por padrão.
A declaração indica que a empresa tinha consciência da baixa eficácia de seus recursos de proteção.
Mosseri afirmou que não publica todas as estatísticas, mas que já disse publicamente que as taxas de adesão eram baixas.
A resposta de Mosseri tenta minimizar a acusação de ocultação de dados sobre a ferramenta 'Take a Break'.
Adam Mosseri, diretor do Instagram, negou ter incentivado funcionários a ocultar informações negativas ou ter conhecimento de uma política da Meta para esconder riscos das plataformas.
A defesa de Mosseri é um ponto central no julgamento, que avalia se a empresa agiu de má-fé ao não divulgar dados sobre a eficácia de suas ferramentas de segurança.
Testemunhas afirmaram que a Meta sabia que as ferramentas de proteção para adolescentes eram ineficazes, e a juíza Yvonne Rogers pareceu surpresa com a falta de conhecimento dos dados internos.
A percepção de que a empresa tinha conhecimento da ineficácia reforça a tese dos estados de que a Meta agiu com negligência ou dolo.
As mudanças acordadas incluem limite diário de duas horas de uso no Facebook e Instagram para menores de 18 anos, com possibilidade de os pais alterarem.
O limite de tempo é uma das principais medidas do acordo, visando reduzir o tempo de tela dos adolescentes.
As novas regras incluem bloqueio de postagens e visualização de conteúdo entre meia-noite e 6h da manhã para menores de 18 anos nas plataformas da Meta.
O bloqueio noturno visa prevenir o uso excessivo durante a madrugada, um período crítico para o sono dos adolescentes.
As notificações serão mutadas entre 8h e 15h (horário escolar) e haverá avisos após 15 minutos de uso contínuo nas plataformas da Meta para menores de 18 anos.
Essas medidas visam minimizar distrações durante o período escolar e incentivar pausas frequentes no uso das redes sociais.
Os adolescentes serão bloqueados de postar e visualizar conteúdo entre meia-noite e 6h da manhã, e as notificações serão silenciadas entre 8h e 15h em período escolar.
O bloqueio noturno e o modo escola visam reduzir a exposição a conteúdo prejudicial durante a noite e o horário de aula.
A Meta se comprometeu a ocultar o número de curtidas e reações nas postagens para adolescentes por padrão.
A ocultação de curtidas pode reduzir a comparação social e a pressão por validação entre os jovens.
A Meta divulgará avisos aos adolescentes após 15 minutos de uso contínuo e quando atingirem 60 e 90 minutos de uso diário.
Os lembretes intermitentes incentivam pausas e podem ajudar a reduzir o uso excessivo das plataformas.
Os estados da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey acusaram a Meta de projetar as plataformas para viciar jovens, alimentando ansiedade, depressão e até mesmo suicídio, enquanto enganava os consumidores sobre a segurança.
Esta é a acusação central no julgamento que levou ao acordo, destacando os danos alegados às crianças.
Adam Mosseri, diretor do Instagram, negou ter incentivado funcionários a ocultar informações negativas, afirmando que a empresa não publica todas as estatísticas.
Esta é a defesa do diretor do Instagram durante o julgamento, em resposta às acusações de ocultação de dados.
A juíza Yvonne Rogers pareceu surpresa com o fato de Francesco Fogu, diretor de design de produto do Instagram, não conhecer os dados internos sobre a adoção das ferramentas de segurança.
Este é um momento de tensão no julgamento, que revela a falta de conhecimento dos executivos da Meta sobre os dados de segurança.
Os estados indicaram que poderiam buscar quase US$ 200 bilhões em multas, mas o acordo final foi de US$ 18 bilhões.
Isso mostra a diferença entre o valor máximo que os estados buscavam e o valor do acordo final.
As novas proteções para menores de 18 anos incluem limite diário de duas horas de uso no Facebook e Instagram, bloqueio noturno (meia-noite às 6h), notificações silenciadas das 8h às 15h, avisos após 15 minutos de uso contínuo e ocultação de curtidas por padrão.
As medidas concretas de proteção são detalhadas, mas ainda dependem da aprovação judicial e se aplicam apenas a estados participantes do acordo.
O acordo encerra o julgamento que estava em andamento na Califórnia e que poderia ter incluído o depoimento do CEO da Meta, Mark Zuckerberg.
O término do julgamento é uma consequência direta do acordo, e a menção a Zuckerberg indica que ele não precisará testemunhar.
A Meta não admitiu irregularidades como parte do acordo.
A ausência de admissão de culpa é um aspecto importante do acordo, destacando que a empresa não reconheceu as acusações.
A Meta concordou em pagar até US$ 18 bilhões em um acordo com 47 estados dos EUA, encerrando o julgamento na Califórnia que acusava a empresa de projetar recursos viciantes para adolescentes.
O valor recorde e o fim do processo representam uma vitória para os estados e um marco na regulação de redes sociais.
Como parte do acordo, usuários menores de 18 anos no Instagram e Facebook terão bloqueio noturno de postagens entre meia-noite e 6h, notificações silenciadas durante o período escolar e um limite diário de duas horas de uso.
As novas regras automáticas incluem restrições de horário e de tempo de uso para contas de menores, sujeitas à aprovação do tribunal.
Durante o julgamento, o diretor do Instagram, Adam Mosseri, negou ter incentivado a ocultação de informações e disse que a empresa não publica todas as estatísticas de uso.
Executivo respondeu a questionamentos sobre a baixa adesão a ferramentas de segurança para adolescentes, afirmando que não divulga todos os números.
O acordo com a Meta inclui novas proteções para menores de 18 anos no Instagram e Facebook, como limite diário de duas horas de uso, bloqueio noturno entre meia-noite e 6h, notificações silenciadas entre 8h e 15h e ocultação de curtidas por padrão.
As medidas são as principais mudanças comportamentais que a Meta se comprometeu a implementar para proteger adolescentes nas redes sociais.
O acordo encerra o julgamento na Califórnia, que incluiria o depoimento do CEO da Meta, Mark Zuckerberg.
O desfecho evita que o principal executivo da Meta testemunhe em um caso que poderia expor ainda mais as práticas internas da empresa.
O acordo encerra o julgamento que estava em andamento na Califórnia, que teria o depoimento do CEO da Meta, Mark Zuckerberg, caso prosseguisse.
O desfecho evita que Mark Zuckerberg testemunhasse em um caso que poderia se tornar um dos maiores julgamentos sobre proteção ao consumidor nos EUA.
Durante o julgamento, o diretor do Instagram, Adam Mosseri, negou ter incentivado a ocultação de informações sobre riscos das plataformas para jovens.
Mosseri testemunhou que a empresa não escondeu informações sobre os riscos das redes sociais para adolescentes.
O acordo encerra o julgamento que estava em andamento na Califórnia, no qual 47 estados acusavam a Meta de projetar o Instagram com recursos viciantes que prejudicam a saúde mental de crianças e adolescentes.
O pagamento de até US$ 18 bilhões encerra uma ação movida por quase todos os estados dos EUA.
Citações
“Francesco Fogu, diretor de design de produto do Instagram, disse no interrogatório de hoje que não podia confirmar os números, mas admitiu que a empresa "sabia que as taxas de adoção seriam menores" se as ferramentas não estivessem ativadas por padrão.”
A declaração indica que a empresa tinha consciência da baixa eficácia de seus recursos de proteção.
— Francesco Fogu, Diretor de design de produto do Instagram · ver em O Globo: Tecnologia ↗
“I’ve definitely said publicly that the opt-in rates are low," Mosseri responded. "I don’t know if I’ve said numbers.”
A resposta de Mosseri tenta minimizar a acusação de ocultação de dados sobre a ferramenta 'Take a Break'.
— Adam Mosseri, Diretor do Instagram · ver em The Guardian (Technology) ↗
“I am not trying to encourage my team to hide anything," the CEO, Adam Mosseri, told a California courtroom on Tuesday.”
A defesa de Mosseri é um ponto central no julgamento, que avalia se a empresa agiu de má-fé ao não divulgar dados sobre a eficácia de suas ferramentas de segurança.
— Adam Mosseri, CEO do Instagram · ver em The Guardian (Technology) ↗
“O principal executivo do Instagram negou ter incentivado os funcionários da plataforma ou ter conhecimento de uma política da empresa para ocultar informações negativas do público”
Esta é a defesa do diretor do Instagram durante o julgamento, em resposta às acusações de ocultação de dados.
— Adam Mosseri, Diretor do Instagram · ver em UOL Tecnologia ↗
“The agreement resolves claims filed by 47 US states accusing the tech giant of designing Instagram with addictive features.”
O pagamento de até US$ 18 bilhões encerra uma ação movida por quase todos os estados dos EUA.
— PA Media, Agência de notícias · ver em The Independent ↗
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