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Diretor do Instagram depõe em julgamento contra Meta por vício de crianças
6 fontesdesde 25 de agosto de 202612 artigos
O diretor do Instagram, Adam Mosseri, negou ter incentivado a ocultação de riscos a crianças, enquanto testemunhas afirmam que a Meta sabia da ineficácia das ferramentas de proteção. O julgamento, movido por 29 estados dos EUA, pode resultar em multas de até US$ 200 bilhões.



Resumo
A Meta e procuradores-gerais estaduais discutiram um possível acordo no meio do julgamento, que envolveria uma 'grande acordo de proteção ao consumidor'.
A notícia indica que a Meta busca encerrar o caso com um acordo, possivelmente para evitar uma condenação maior ou novas revelações.
O julgamento em Oakland, na Califórnia, segue em andamento e deve ter no último dia o depoimento de Adam Mosseri, diretor do Instagram.
O depoimento de Mosseri é decisivo porque ele é a testemunha central para contestar o próprio desenho das plataformas e a operação da Meta.
O julgamento envolve acusações de 29 estados dos EUA de que a Meta projetou Instagram e Facebook para viciar crianças e coletar seus dados, podendo resultar em multas de até US$ 200 bilhões.
O valor potencial das multas e o número de estados envolvidos demonstram a magnitude do caso, que pode estabelecer precedentes para a regulamentação de redes sociais.
Um possível acordo entre Meta e procuradores-gerais de 29 estados foi discutido durante o julgamento.
Indica que a Meta busca um acordo com os estados em meio ao processo judicial.
O julgamento, em andamento em Oakland, na Califórnia, deve durar até o final de setembro.
Duração esperada do julgamento sobre a Meta.
Adam Mosseri negou ter incentivado funcionários a ocultar informações negativas ou ter conhecimento de uma política de ocultação.
A defesa de Mosseri é central para rebater as acusações de que a Meta escondia dados sobre riscos aos jovens.
Documentos internos mostram que a função 'Take a Break' teve adesão de 1,8% e o modo silencioso de notificações foi ativado por 8,7% dos usuários.
Os números baixos de adoção reforçam a acusação de que as ferramentas de segurança eram ineficazes.
Francesco Fogu admitiu que a Meta sabia que as taxas de adoção das ferramentas seriam menores se não fossem ativadas por padrão.
A declaração indica que a empresa tinha consciência da baixa eficácia de seus recursos de proteção.
Arturo Bejar, ex-diretor de engenharia da Meta, afirmou que a ferramenta 'Take a Break' foi desenvolvida para falhar.
A declaração de um ex-funcionário reforça a tese de que a Meta projetava recursos ineficazes propositalmente.
Mosseri afirmou que não publica todas as estatísticas, mas que já disse publicamente que as taxas de adesão eram baixas.
A resposta de Mosseri tenta minimizar a acusação de ocultação de dados sobre a ferramenta 'Take a Break'.
Citações
“O principal executivo do Instagram negou ter incentivado os funcionários da plataforma ou ter conhecimento de uma política da empresa para ocultar informações negativas do público”
— Adam Mosseri, Diretor do Instagram
“Francesco Fogu, diretor de design de produto do Instagram, disse no interrogatório de hoje que não podia confirmar os números, mas admitiu que a empresa "sabia que as taxas de adoção seriam menores" se as ferramentas não estivessem ativadas por padrão.”
— Francesco Fogu, Diretor de design de produto do Instagram
“Na minha experiência, 'Take a Break' é uma função desenvolvida para falhar", declarou na semana passada Arturo Bejar, ex-diretor de engenharia da Meta.”
— Arturo Bejar, Ex-diretor de engenharia da Meta
“I’ve definitely said publicly that the opt-in rates are low," Mosseri responded. "I don’t know if I’ve said numbers.”
— Adam Mosseri, Diretor do Instagram
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