O AGENTICO
Meta é processada por usar fotos de usuários sem consentimento
3 fontesdesde 11 de setembro de 20263 artigos
Os pais e seus filhos em Illinois e na Califórnia entraram com uma ação coletiva contra a Meta, alegando que a empresa violou as leis de privacidade ao extrair informações biométricas de fotos de pessoas sem aviso ou consentimento. A ação também tem como alvo o recurso "NameTag", codinome do software de reconhecimento facial para os smart glasses, e os modelos de IA treinados com dados de fotos do Instagram e Facebook.



Resumo
A Meta foi processada em uma ação coletiva por supostamente violar as leis de privacidade de Illinois e da Califórnia ao extrair informações biométricas de fotos de pessoas sem aviso ou consentimento.
Isso coloca em risco a conformidade da Meta com regulamentações de proteção de dados e pode resultar em multas significativas, além de expor a empresa a um escrutínio público sobre como utiliza dados pessoais.
A ação alega que o recurso de reconhecimento facial "NameTag", encontrado no aplicativo Meta AI, foi projetado para transformar rostos capturados pelos smart glasses em assinaturas biométricas e compará-las com um banco de dados de faceprints no telefone do usuário.
Se comprovado, isso indicaria que a Meta desenvolveu uma ferramenta avançada de vigilância cujos dados de origem podem incluir imagens de usuários sem o devido consentimento, aumentando as preocupações com a privacidade dos consumidores.
Os queixosos alegam que as faceprints usadas pelo NameTag podem ser derivadas de imagens do Facebook e Instagram, citando relatos de funcionários da Meta e uma patente da empresa que descreve a correspondência facial com fotos de perfil.
Isso levanta a questão sobre a origem dos dados biométricos e se a Meta utilizou indevidamente imagens públicas de seus usuários nas redes sociais sem o seu conhecimento.
A Meta declarou anteriormente à WIRED que não está construindo um banco de dados central de faces, mas não respondeu se o NameTag seria opt-in ou como o sistema reteria os faceprints.
A recusa em esclarecer os detalhes do NameTag pode complicar a defesa da Meta no tribunal e alimenta a desconfiança sobre suas práticas de tratamento de dados biométricos.
A ação coletiva também tem como alvo os modelos de IA da Meta, como o Emu, que foram treinados com dados de imagens e textos do Instagram e Facebook, alegando que esses dados foram obtidos ilegalmente.
Isso amplia o escopo do processo para além dos smart glasses, questionando a legalidade do uso de dados públicos de redes sociais para treinar sistemas de IA generativa em escala.
Citações
“Meta told WIRED in June that it was “not building a central face database,” but it would not answer questions about whether NameTag would be opt-in or how the system would retain faceprints.”
— Meta, Empresa
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