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Ataque à Coldcard causa perdas de mais de US$ 115 milhões em bitcoin
6 fontesdesde 17 de agosto de 20268 artigos
Um ataque à Coldcard, carteira de bitcoin da Coinkite, explorou uma falha de firmware introduzida em 2021, gerando seeds com entropia fraca. Segundo a Galaxy Research, as perdas superam US$ 115 milhões, e alguns rastreadores indicam mais de US$ 130 milhões. Investigadores podem ter identificado o atacante da primeira onda, e a Coinkite já lançou novas medidas de segurança.



Resumo
O bug entrou no código em março de 2021 e permaneceu em código aberto por mais de cinco anos sem ser detectado.
A longa exposição do bug indica falhas no processo de verificação comunitária, apesar da licença de código aberto.
A primeira varredura dos atacantes esvaziou aproximadamente 500 carteiras em 25 minutos.
A rapidez da exploração demonstra a eficiência do ataque e a vulnerabilidade das carteiras afetadas.
A Twenty-One Million, empresa de ferramentas de cálculo, criou uma página para acompanhar o incidente e observa que alguns rastreadores colocam as perdas em mais de US$ 130 milhões.
A divergência nos valores mostra a complexidade de rastrear o impacto total do ataque.
O CEO da Coinkite, Rodolfo Novak (NVK), havia dito publicamente em 2020 que se arrependia de ter escolhido a licença GPL, dois dias após um concorrente anunciar um dispositivo baseado nesse código.
A mudança de licença pode ter reduzido a auditoria externa, contribuindo para a não detecção do bug.
O hack à Coldcard explorou uma falha de firmware que gerou seeds com entropia fraca, levando ao roubo de mais de US$ 115 milhões em bitcoin de mais de 700 endereços.
Isso demonstra que mesmo carteiras de hardware populares podem ter vulnerabilidades graves que afetam a segurança dos fundos dos usuários.
A falha foi introduzida em março de 2021 com a versão 4.0.1 do firmware da Coldcard e permaneceu sem detecção por mais de cinco anos.
Isso mostra que bugs críticos podem passar despercebidos por anos, mesmo em sistemas que deveriam ser auditados pela comunidade.
A Galaxy Research estima que pelo menos 15 atacantes distintos exploraram a falha de forma independente.
Isso sugere que a vulnerabilidade foi amplamente explorada por múltiplos agentes, tornando a recuperação mais complexa.
O CEO da Coinkite, Rodolfo Novak (NVK), havia dito publicamente em 2020 que se arrependia de ter escolhido a GPL, e a empresa depois adotou uma licença com Commons Clause, que não é open source.
Isso contextualiza as decisões de licenciamento que levaram ao firmware vulnerável, sugerindo que a mudança de licença pode ter reduzido a auditoria externa.
A primeira varredura esvaziou aproximadamente 500 carteiras em 25 minutos, e a primeira onda moveu 1.082,65 BTC.
Isso mostra a velocidade e escala do ataque inicial.
As perdas totais do ataque à Coldcard superam US$ 115 milhões em bitcoin, segundo a Galaxy Research, e alguns rastreadores estimam mais de US$ 130 milhões.
Este valor dimensiona o impacto financeiro do maior roubo de hardware wallet da história do bitcoin.
A falha de firmware foi introduzida em março de 2021 na versão 4.0.1 para dispositivos Coldcard Mk3, fazendo a geração de seeds cair para um gerador pseudoaleatório fraco.
A causa raiz do ataque foi a perda de entropia na criação das frases-semente, permitindo que atacantes adivinhassem chaves privadas.
Investigadores, incluindo a Block, podem ter identificado o atacante da primeira onda, que usou uma conta paga em um provedor de dados blockchain para preparar as varreduras.
Se confirmado, o caso pode levar à recuperação dos fundos e à responsabilização do criminoso.
A primeira onda do ataque moveu 1.082,65 bitcoins.
Esse é o maior montante roubado em uma única leva, ainda intacto, o que pode permitir recuperação.
A Coinkite lançou novas medidas de segurança, incluindo a exigência de aleatoriedade manual ao gerar novas seeds.
As medidas visam evitar novas explorações da mesma falha e aumentar a confiança dos usuários.
Citações
“Two days after a competitor announced a device building on that GPL code, Coinkite CEO Rodolfo Novak, known as NVK, said publicly (in a since-deleted tweet) that he regretted choosing GPL.”
— Rodolfo Novak, CEO da Coinkite
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