O AGENTICO
Operação StopAndProtect usa 2.000 sites WordPress hackeados para espalhar malware
4 fontesdesde 19 de agosto de 20264 artigos
Pesquisadores da Check Point identificaram a operação StopAndProtect, que abusa de aproximadamente 2.000 sites WordPress comprometidos para distribuir malware, controlar máquinas e roubar dados. A campanha combina vários tipos de malware, começando com engenharia social ClickFix, e já comprometeu mais de 6.000 endereços IP. Os invasores cometeram erros que expuseram suas ferramentas internas.



Resumo
A operação usa um conjunto de ferramentas de malware, incluindo ransomware, worms, bloqueio de tela e ladrões de credenciais, em vez de um único tipo de malware.
A diversidade de componentes indica uma infraestrutura complexa e madura, capaz de ataques variados.
O ataque começa com uma técnica de engenharia social chamada ClickFix, que induz a vítima a executar um comando PowerShell.
O ClickFix explora a confiança do usuário em CAPTCHAs para executar comandos maliciosos, destacando a importância da educação do usuário.
A operação nem sempre implanta ransomware; em muitos casos, os invasores roubam silenciosamente dados e listas de arquivos.
A ênfase no roubo de dados em vez de ransomware permite que os atacantes operem de forma discreta e prolongada.
A operação criminosa StopAndProtect usa cerca de 2.000 sites WordPress hackeados como infraestrutura para distribuir malware, controlar máquinas infectadas e armazenar dados roubados.
Mostra como sites comprometidos podem virar infraestrutura de ataque em larga escala, indo muito além do prejuízo ao dono do site.
A campanha foi batizada de StopAndProtect pela Check Point Research depois que uma família de ransomwares homônima foi encontrada em meados de maio de 2026.
Dar um nome à operação ajuda pesquisadores a rastrear e compartilhar indicadores de comprometimento da ameaça.
A cadeia de infecção começa com um ataque de engenharia social ClickFix, mostrado como CAPTCHA falso, que leva a vítima a executar um comando PowerShell; isso inicia downloaders e loaders .NET que instalam os demais módulos maliciosos.
A tática usa a própria vítima como início da infecção, dificultando a detecção antes da execução do código malicioso.
A operação nem sempre implanta ransomware; em muitos casos, os invasores roubam silenciosamente listas de arquivos e depois específicos da vítima.
Isso recomenda que a ameaça pode ser apenas exfiltração de dados, não necessariamente bloqueio dos arquivos.
Até 24 de julho, mais de 6.000 endereços IP únicos haviam sido comprometidos na operação, incluindo 1.852 nos Estados Unidos.
O número indica a escala global da infraestrutura e ajuda a dimensionar o impacto da operação em termos de vítimas.
Os invasores acidentalmente infectaram a si mesmos, expondo arquivos internos e ferramentas usadas para gerenciar os sites comprometidos.
Esse erro dos criminosos permite que pesquisadores de segurança tenham acesso a ferramentas internas e possam atribuir a operação com mais precisão.
A operação envolve uma rede de 5.000 computadores infectados ao redor do mundo, além dos aproximadamente 2.000 domínios WordPress.
O número de máquinas infectadas demonstra a escala global da operação e a capacidade de controlar uma botnet significativa.
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